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2016-02-11


Visita de Dom Bruno a paróquia Nossa Senhora das Graças


Ana Lúcia Vasconcelos


Visita de Dom Bruno a paróquia Nossa Senhora das Graças

 


No dia 19 de junho de 2008, quinta feira, Dom Bruno visitou a Paróquia Nossa Senhora das Graças e concelebrou a missa com os padres: dom Mauro de Souza Fernandes, OSB da Igreja São Paulo Apóstolo, padre Pedro Piacente pároco, padre Paschoal Brasilino Canoas, da Igreja Nossa Senhora de Lurdes, cônego Luiz Carlos da Fonseca Magalhães, da Paróquia Cristo Rei e padre Fernando Garavaglia, CMF da Paróquia Nossa Senhora do Rosário para tratar do Ministério da Liturgia. As leituras foram Leitura (Eclesiástico 48, 1-15); Salmo (97/96) e Evangelho (Mateus 6, 7-15).
Na homilia Dom Bruno como sempre já introduz o tema do dia e fala da importância da Liturgia e todos os seus componentes que neste momento, aliás, estão fazendo liturgia. “E que beleza saber que no Templo Votivo agora se faz a Liturgia das Horas”. Fazendo rápida alusão à leitura do dia e diz que Elias foi um grande homem e que Jesus no Evangelho nos ensina a rezar sem multiplicarmos as palavras e hoje justamente ele ensina os apóstolos e nós a rezarmos o Pai Nosso. E finalmente, que a liturgia nos converte pessoalmente e como comunidade.
Na sequência ele falou com os agentes de pastoral responsáveis pelo Ministério da Liturgia fazendo uma avaliação e propostas sobre as questões e respostas contidas no Relatório Final.

Ministério da Liturgia

Foco: A Celebração da Eucaristia e dos Sacramentos como mananciais que alimentam e transformam as vidas humanas

Equipes Pastorais envolvidas: Equipes de Liturgia (de cada missa – coordenadores, comentaristas, leitores, cantores, músicos), Liturgia das Horas e Ministros de Batismo, da Palavra, da Eucaristia e de Exéquias, Acólitos, Pastoral dos Noivos, Dízimo; Juventude; Limpeza, Manutenção e Obras; Saúde.


A CELEBRAÇÃO LITURGICA:

1. As ações litúrgicas da Comunidade/Paróquia têm ajudado o Povo de Deus a fazer um encontro com Deus e, desse encontro, um compromisso com os irmãos e irmãs?

• Ajuda o povo a fazer um encontro com Deus, mas esse encontro nem sempre suscita um compromisso com os irmãos e irmãs.

• O compromisso entre irmãos e irmãs deixa a desejar. Os compromissos que são assumidos ocorrem de forma tímida. As homilias do Sacerdote têm sido marcantes e precisas.

• A equipe litúrgica tem a preocupação de preparar as celebrações para ajudar o povo a fazer este encontro com Deus.

• As ações litúrgicas acontecidas têm possibilitado a todos e a cada um, um encontro pessoal com Deus, na família e com os demais fiéis. Possibilita um crescimento espiritual, leva para o dia-a-dia a realidade vivenciada na Igreja. Tem havido participação ativa da comunidade nas Celebrações Eucarísticas. Nossa Comunidade, sob a ótica de seu perfil, é formada por uma grande diversidade de pessoas, com espiritualidade diferenciada; sendo ainda um desafio encontrar uma maneira de atender a todos e a cada um como desejamos, motivando mais e melhor as participações nas missas dominicais.

• Considerando que a maioria das pessoas procura a paróquia para participar da missa, no final de semana ou buscar os sacramentos, a Liturgia tem sido a maior preocupação. Os Animadores da Comunidade cuidam para que as pessoas sejam bem acolhidas e se crie um clima de oração e silêncio, antes de começar a Celebração. Quanto aos sacramentos, as equipes acompanham com carinho na preparação e realização do Batismo, Matrimônio e Eucaristia. São consideradas as características diferentes para os diferentes horários de missas, mas, sempre a assembléia celebra e o ministro ordenado estimula, orienta a preparação e dá abertura para que essa participação seja cada vez mais efetiva e expressiva. Em todas as missas há pessoas encarregadas de preparar os comentários das missas e escalas para acólitos, leitores e ministros da Eucaristia, escolhendo também membros da assembléia.

• São proporcionadas diversas Ações Litúrgicas, porém a participação da Comunidade é pequena. O pároco tem motivado cada vez mais essas ações, mas o que se nota é que falta compromisso da própria comunidade. É necessário divulgar cada vez mais essas ações de religiosidade, tornar a Igreja mais ativa no bairro, ser referência na região, pois ainda existem pessoas que sequer conhecem a Paróquia, inclusive desconhecem ou confundem sua localização. A música deveria ser melhor utilizada como instrumento para a efetividade das ações litúrgicas.


• Com relação aos jovens não temos conseguido exercer nosso compromisso. A catequese infantil tem conseguido exercer o compromisso com as crianças durante a missa das 10 horas. Na preparação que antecede a cerimônia do casamento, 10 minutos antes do início do casamento a porta é fechada e feita uma leitura para preparação dos convidados, enfatizando o sacramento com ênfase na família (canta-se a música da família).

• A maioria das pessoas se restringe ao seu Deus próprio sem se preocupar em transmitir a mensagem de Deus ao próximo. Existe ausência de uma fé amadurecida que provoque compromisso. Falta calor humano; as ações deveriam ser mais simples e objetivas, sem muito ritualismo. Falta conciliar a ação (Ex. missa com a oração). Falta algo mais, existem pessoas em diversos cargos há muito tempo. (OBS: As respostas não estão agregadas, há opinião de que existe muita dispersão, talvez porque falte entendimento das pessoas).

2. Na Paróquia existe algum tipo de formação litúrgica? Quais? Com que freqüência?

Sim.
• Reuniões mensais de formação direcionada aos Ministros da Eucaristia. Curso de Espiritualidade, curso de Teologia e o Retiro Paroquial acontecem a cada 06 meses. Falta o envolvimento da comunidade em geral para maior e melhor participação.

• Para a equipe de Liturgia, grupo de cantos, no decorrer do ano.

• Através das reuniões mensais de liturgia, encontros específicos, distribuição de livretos e folders educativos em época apropriada, de acordo com o calendário litúrgico. A formação é voltada mais diretamente aos Ministros da Eucaristia.

• Uma vez ao ano é promovida a Semana Litúrgica com a equipe Arquidiocesana de Liturgia.

Não

• Existe o Catecismo para os ministros e demais interessados, com freqüência mensal, fornecido pelo padre. Existem ações individuais das Pastorais nesta formação, a saber: A equipe da Pastoral do Matrimônio se reúne antes dos encontros com os noivos com o objetivo de se preparar e bem conduzir os encontros. A equipe da Pastoral da Liturgia realiza reuniões do grupo. A equipe da Pastoral do Catecismo se reúne mensalmente.

• As pessoas responderam que existe, contudo, há que se notar que é significativo o número de pessoas que não entende o que significa Paróquia, colocando-a como se fosse a Matriz. As pessoas dizem que há formação, mas a grande maioria não sabe todos os tipos de formação que têm e principalmente em qual freqüência. E, ainda, há quem não entenda o que é formação. É interessante ressaltar que a maioria não fala de formação nas Comunidades.

• Existe a formação litúrgica, mas não em cursos regulares. Ela acontece quando o padre reúne a equipe de liturgia para o preparo das cerimônias mais importantes: quaresma, Páscoa, Corpus Christi, Natal, Ano Novo, festa da Padroeira, etc.


3. A formação das pessoas que exercem diversos Ministérios (leitores, acólitos, equipes litúrgicas, animadores...) tem merecido especial cuidado?

• Observa-se a falta de interesse por parte das pessoas, a participação é pequena.

• A formação das pessoas que exercem ministérios (leitores, acólitos, animadores etc.) sempre teve merecida atenção direta do padre. Atualmente não dispomos de cursos de preparação para os diversos ministérios na comunidade. Quanto aos ministros consideramos que há necessidade urgente de encontros onde recebam instruções sobre seu desempenho. Reconhecemos que a dificuldade em reunir os membros das pastorais é grande

• Existe curso para leitores.

• O Ministro Ordenado deve estar atento para reconhecer (e cultivar) os diferentes dons dos membros de sua comunidade, delegar funções e preparar os agentes, sugerindo leituras, cursos bíblicos e de oratória, retiros espirituais, dinâmicas e explicações do que é ou não litúrgico. Cada coordenador de equipe deve cuidar de transmitir essas informações aos seus membros, como fermento na massa, e fazer avaliações periódicas, assim como, providenciar a renovação das equipes para que um possa aprender com o outro.

• Sim, porém os leitores e ministros da Eucaristia não atendem integralmente as exigências e normas litúrgicas.

• Existe todo empenho para que participem dos encontros e/ou formação oferecidos pela arquidiocese. Nem sempre os membros das Comunidades participam.

• Sim. Temos desenvolvido atividades de preparação e formação.

• Ainda tem sido um desafio motivar a comunidade em geral para uma maior e melhor participação.

4. Como as Comunidades podem valorizar ainda mais a celebração dos tempos litúrgicos, ressaltando a espiritualidade e as atitudes próprias de cada tempo?

• Por meio das informações passadas durante as missas e homilias. Das missas dos enfermos que acontecem duas vezes no ano, durante a Quaresma e no Advento. Da criação de equipes que preparem a comunidade para estas celebrações. Da tentativa de se tornar a Igreja uma extensão de nossas casas, o que facilitaria a participação das pessoas na celebração dos tempos litúrgicos. De convites específicos e pessoais para participação nestas celebrações (Pastoral do Acolhimento). Reza litúrgica das horas (vésperas). Da equipe de comunicação para atingir os jovens: jornal/site.

• Trabalho conjunto entre equipe de liturgia e equipe de canto. Cantos mais alegres. Melhor preparação dos ministros, símbolos próprios de cada tempo, cantos e palavras apropriadas. Preparação cuidadosa das celebrações, dirigir o foco para menos gestos, na mudança dos vários símbolos, cores, valorizar cada celebração com aprofundamento celebrativo. Bons exemplos. Dar oportunidade para que todos possam participar, sabendo ouvir, valorizar e respeitar o conhecimento do outro. Promover a participação da assembleia.

• Contar com mais material e formação. Louvor, oração comunitária, exposição do Santíssimo. Buscar acolher cada um como se fosse Jesus, destacar a Espiritualidade/Carisma de cada Comunidade. Incentivar a assembleia a se envolver no espírito de acolhimento e no espírito humanitário a partir de uma melhor preparação da equipe litúrgica. Formação para todos os paroquianos de forma a gerar: comprometimento, ação, entendimento e participação.

• De cartazes, banners e talvez pequenas palestras para a comunidade (durante as próprias celebrações) que auxiliem o entendimento do significado e importância de cada tempo litúrgico. Dos símbolos em seus diversos tempos litúrgicos.

• Da equipe designada para a preparação das celebrações que tem bastante experiência e conta sempre com os voluntários que se dispõem a ajudar. Elas são bonitas, contemplativas ou de louvor (de acordo com o tempo litúrgico), e sempre tocam o coração. Busca-se integrar texto e música em cada tempo. Há uma valorização das famílias: são convidadas, a participar e sentem-se acolhidas. Os tempos litúrgicos são celebrados não por tradição, mas por vontade da comunidade de crescer na fé e espiritualidade. A consequência disso é a maior participação da comunidade nos projetos sociais, especialmente nos que valorizam o ser humano como obra prima de Deus.

• As opiniões foram divididas, uns querem criatividade especifica para cada tempo litúrgico e outros acreditam que existe sobrecarga de atividades que compromete a espiritualidade.

• Ressaltando para a Assembleia o tempo litúrgico vivido e suas características. Realizando celebrações mais dinâmicas. Trabalhando com símbolos / ambientação, eles ajudam a assembleia a viver a espiritualidade e atitude própria de cada tempo. Utilizando melhor as características já existentes (cores, música, etc.). Promovendo a integração das Comunidades que compõem a Paróquia em Celebrações conjuntas em datas significativas dentro do ano litúrgico. Ex. Quinta-feira Santa, Sábado da Ressurreição, Domingo de Páscoa, Natal, etc.


SACRAMENTOS

1. A Paróquia tem demonstrado abertura e acolhida ara todos os que a procuram?

• Precisa ser melhorada com convites pessoais para participação das pessoas em nossos eventos (leitores, comentaristas, etc.).

• Foi observado que a acolhida acontece apenas no momento da missa ou Celebração da Palavra.

• A cidade grande distancia as pessoas, o número pequeno de sacerdotes não deixa o atendimento ser pastoral como o desejável. O padre acaba tendo muitos afazeres já agendados no dia a dia, ocupado, coisas fixas e com horários já programados. Tem havido abertura com todos e com qualidade, mas o número de sacerdotes limita a ação evangelizadora, apesar das estruturas secretariais serem eficientes. As oportunidades de evangelização deveriam ser mais e melhor aproveitadas; isso ainda tem sido um desafio. Como exemplo, temos desde 1997 a Pastoral da 2ª. União – Casais Especiais. Seus membros participantes muito têm contribuído com a nossa paróquia.

• O padre, os ministros, os atendentes, todos têm a preocupação de receber e acolher muito bem as pessoas que frequentam a paróquia e as que aparecem esporadicamente seja para assistirem a missa ou resolverem situações na secretaria.
• Nas celebrações temos o acolhimento para quem está vindo morar e fazer parte de nossa Paróquia, apresentação das crianças recém-nascidas e dos encontros de ECC estão sendo acolhidos diversos casais na catequese de adulto, que querem receber os sacramentos da iniciação cristã e o sacramento do matrimônio.

• A paróquia é sempre receptiva com os que a procuram e a atendente tem se destacado na simpatia e comprometimentos impecáveis. As visitas do pároco têm sido decisivas para o fiel leigo se sentir acolhido.

2. Tem-se a preocupação com a qualidade do atendimento/acolhida por parte dos Padres, Diáconos e atendentes paroquiais?

• Sim A secretaria tem sido prestimosa no atendimento paroquial.

• As atendentes paroquiais têm sempre a preocupação com o atendimento pelos que procuram a Paróquia e a acolhida por parte dos padres sempre foi muito boa.

• Sim, com relação ao padre. Com relação às atendentes temos percebido que o atendimento é bastante acanhado e precisa ser melhorado.


• Todos têm a preocupação de atender bem as pessoas, todos que chegam a nossa igreja são bem recebidos, acolhidos e mesmo convidados a participarem das diversas partes da missa. Existe a preocupação com a qualidade do atendimento/acolhida, não só por parte do Padre, como também dos agentes de Pastorais.

• Ressaltamos a dificuldade decorrente da pequena quantidade de sacerdotes e o tempo disponível para este fim; outras incumbências obrigatórias também ocupam o tempo dos sacerdotes. A secretaria tem sido prestimosa no atendimento paroquial. Convivemos numa cidade grande, não dá para precisar o perfil diversificado dos nossos paroquianos, convivemos com excesso de liberdade social. É um desafio bem servir a comunidade no amor de Deus...


• Sim. Embora as Comunidades sintam-se ressentidas com a ausência do Sacerdote, em virtude do mesmo assumir muitos compromissos e nem sempre estar disponível para o atendimento comunitário e paroquial. Além de Pároco o mesmo também assume atribuições delegadas pelo Arcebispo: Cargo de Vigário Forânico, atuar na Coordenadoria de pastoral, Assessoria de Comunicação da Arquidiocese, e atendimentos de outras solicitações, sem deixar de mencionar seu trabalho na promoção da Paróquia em outras instâncias, que resulta em benefício para as Comunidades que compõem a própria Paróquia.

• Questão delicada e que divide as respostas: percebe-se a preocupação com o atendimento e acolhida, mas falta qualidade neste atendimento. Quando há qualidade, falta quantidade, inclusive houve a sugestão para que tivesse atendimento também nas comunidades, uma vez que estas se sentem prejudicadas com a falta de tempo do pároco para com as mesmas. Alguns elogiam, outros criticam uma maneira de atendimento igual a todos, e outros opinam que o pároco deveria se dedicar apenas à paróquia. Entretanto, muitos agentes compreendem que existe preocupação com o atendimento/acolhida, mas que existem problemas para que a qualidade seja satisfatória: falta de agente para atender. Houve inclusive a sugestão de divisão das obrigações para não haver sobrecarga de trabalho para ninguém.

Avaliação e propostas
de Dom Bruno

Dom Bruno inicia explicando o que é liturgia, mas antes lembra que a liturgia é colocada como ministério, serviço, trabalho desenvolvido para o bem do outro. Ministério vem de Ministrare- ou seja, os servidores na liturgia. Relembra que o Concilio Vaticano II definiu culto litúrgico da igreja de Deus-cabeça e nós sendo que liturgia vem da palavra grega leiturgos-aquele que presta um trabalho, que tem determinado oficio- oficio divino. Liturgia é um culto publico a Deus que é diferente da oração pessoal por que tem a dimensão da Igreja prestando um louvor publico ao Pai. E aqui ele recorda que a confissão também é oficio publico.
O Concilio Vaticano II retomou ainda, ele diz, a acusação publica dos pecados. Assim os sacramentos e celebração da liturgia são como mananciais, já que eles têm ritos, tem que ajoelhar sentar, levantar, mas sem, no entanto absorver todo o mistério. Os rituais ajudam a entender o mistério, mas eles não são oração pessoal. Jesus manda orar em segredo, mas isso não é liturgia. Liturgia tem o cunho publico.
Passando para outra pergunta: as missas tem sido um encontro com os irmãos? “Se formos à igreja e não tivermos um encontro com o irmão não adianta. A liturgia tem duas dimensões- encontro com Deus e encontro com os irmãos. E quanto às ações litúrgicas? Ela tem favorecido as famílias? Diante da resposta que são sempre as mesmas pessoas ele sugere um trabalho de pequenas comunidades- que vão animar grupos de rua, de quarteirão, de edifícios. Isso porque quando o padre diz no final: agora em português, mas antes era em latim? Ite missa est, isso não significa Ide a missa terminou, mas Ide à missão, quer dizer ide para o mundo agora como sal, como luz. Viemos buscar forças na missa e agora vamos para o mundo.
Registra que a liturgia tem sido uma das suas maiores preocupações assim desde o inicio: é importante o acolhimento das pessoas que chegam e depois o clima de oração que deve reinar, o silencio, a meditação. “É verdade que há aquela euforia das pessoas que chegam e se encontram e conversam, mas depois é preciso levá-las a entrarem em clima de oração com um canto meditativo, um salmo, uma antífona como, por exemplo: ‘ Onde reina o amor, fraterno amor, onde reina o amor, Deus ai está’ entre outros. Não é possível participar de uma missa sem antes uma preparação”.
Como percebe nas respostas a questão: os sacramentos são preparados com carinho pelas equipes seguindo as características de cada paróquia em função dos horários e da freqüência. Por exemplo, a missa das crianças é diferente da missa dos jovens e daquelas onde a maioria é de adultos. É muito comum se dizer que as missas das manhãs não têm jovens, mas ele ficou surpreso em ver que na Igreja de Santo Agostinho no Jambeiro estava cheio de jovens. Achou inaudito eles gostarem daquele horário.
Conforme lê no Relatório cada Eucaristia tem uma característica diferente e o ministro ordenado orienta e preside - quer dizer ele ajuda a comunidade a celebrar. “Vejam a importância dos padres na comunidade. Há um ditado antigo que diz: como se reza, como se crê. Dependendo do jeito que o padre tem pela divina eucaristia pode-se ver como ele reza. Se você não acredita você não reza: Lex orandem, Lex credendem. Como você reza é assim que você crê. Se você não acredita em nada, nada há. É verdade que às vezes falta o compromisso da própria comunidade. O Papa Bento XVI está pedindo uma missão de dimensão continental e eu já se vê andando nela.”
Quanto à preparação litúrgica ele vê que há reuniões mensais com os ministros, curso de liturgia, semana litúrgica, enfim sabe que o grupo de liturgia é o mais solicitado e é muito importante para os padres. Daí a necessidade de se preparar bem os agentes da liturgia- para não acontecer de você chegar numa igreja e verificar que a vela não acende o som não funciona. Enfim tudo precisa estar arrumado, as flores, as alfaias do altar limpas, já que a beleza ajuda muito a conexão como o divino. Não é luxo, mas limpeza, claridade ordem, tudo isso são coisas de extrema importância nas igrejas e isso cabe a equipe de liturgia organizar.
Conta que certa vez foi celebrar em determinada paróquia e o cálice estava sujo e ele teve que pedir para o acólito ir lavá-lo para prosseguir na celebração. Então é importante que os padres tenham o cuidado de preparar a equipe de liturgia, ensinar mesmo e diz que gosta muito do pessoal da liturgia, dos ministros da Eucaristia e lembra que o padroeiro é São Mateus Moreira, considerado proto mártir por ter sido morto justamente quando levava a Eucaristia. (Mateus Moreira é um dos trinta mártires do Rio Grande do Norte beatificados pelo Papa João Paulo II em 5 de março de 2000. Ele fazia parte do grupo de moradores do Rio Grande do Norte que foi sacrificado em Uruaçu no dia 3 de outubro de 1645. Sua morte foi considerada o ponto mais expressivo deste massacre por seu belíssimo testemunho de fé na Eucaristia. Os algozes arrancaram-lhe o coração pelas costas e ele morreu dizendo: “Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo.”)
Quanto à questão da valorização dos tempos litúrgicos pela comunidade verifica lembra que a Páscoa é o ponto alto da fé cristã sendo o sábado da vigília talvez a mais importante celebração. Ressalta a importância de se preparar cuidadosamente estes chamados tempos fortes: Natal com o Advento, Epifania do Senhor, a Quaresma, Páscoa, Pentecostes, Batismo do Senhor, e depois o Tempo Comum que é o aprofundamento da fé. “Existe uma espiritualidade própria de cada tempo litúrgico e que coisa linda é vermos estas datas serem celebradas dignamente e de acordo. O Advento com a novena de Natal, as festas natalinas, a Quaresma já totalmente diferente com um clima de penitencia assim como Pentecostes e tantas outras festas como a dos santos como a São Pedro e São Paulo por exemplo.” 
Enfim ele ressaltou o cuidado especial que se deve ter com as atitudes próprias de cada tempo, seus cantos, suas leituras e o espírito mesmo de cada um deles com seus diversos temas. “Certa vez fui celebrar numa igreja a Festa da Sagrada Família e o grupo de canto não cantou uma musica sequer de Natal e ainda por cima cantaram um Glória barulhento e eu pensei: assim vocês vão acordar o menino. Ou seja, cada canto tem um sabor especial e você não vai querer cantar um canto de Pentecostes no Natal e o contrário também não, quer dizer a cada tempo seus cantos próprios, seu clima especial.”
Quanto aos símbolos Dom Bruno também pediu extremo cuidado- o símbolo deve falar por si, se for explicar não é símbolo. Dai que aconselha as equipes de liturgia escolher poucos, bonitos para não poluir a celebração. Por exemplo, agora para a Festa do Centenário, para essas visitas pastorais ele escolheu três: o banner com as paróquias de cada Forania, a vela e a cruz. Da mesma forma para cada festa que se escolha os símbolos próprios porque vê em alguns lugares tal profusão que provoca efeito contrario-causam poluição visual. E ainda eles devem falar por si, se for explicar muito é como se fazer um semáforo explicado. Acredita, no entanto, que se deva explicar para o povo as cores dos paramentos dos diversos tempos litúrgicos.
Passando para outra questão- a do acolhimento das pessoas nas paróquias. “Às vezes a comunidade reclama da ausência do padre- o povo gosta do padre presente. As pessoas têm que saber os horários dos padres, além do atendimento, horário de confissões, enfim é preciso cuidar muito deste item porque é o cartão de visita da paróquia. E isso funciona também para as secretarias e para os atendentes.” E aqui ele conta mais um daqueles casos engraçados que um dia foi visitar um padre numa cidade pequena e foi recebido pela secretaria, mas não disse quem era. Dai que ela anunciou assim: ‘padre tal, está ai o motorista do senhor arcebispo de Campinas dizendo que ele já chegou.”
Mas isso ele conta para reforçar a ideia que secretarias, atendentes de paróquias devem acolher as pessoas sejam elas quem forem de forma delicada. “Que coisa desagradável é chegar numa igreja e querer conversar com a secretaria e ela estar com o telefone, fazendo as unhas ou escrevendo e sequer levantar os olhos para quem chega pedindo informações.” Em suma para dom Bruno o acolhimento deve ser feito da melhor forma possível especialmente os pobres para que as pessoas se sintam bem e não rejeitadas. O mesmo vale para casais que vem ver os papéis de casamento, para pais que querem colocar os filhos na catequese e outros assuntos, batizados etc. “Isso exige trabalho sim, mas eu aconselho sempre que se faça o máximo para ajudar especialmente casais carentes que vem de outras cidades, distantes, para que a paróquia os ajude a fazer o levantamento dos papéis nas suas igrejas de origem para facilitar suas vidas. Em geral são pessoas pobres que estão procurando a igreja. “Precisamos aproximar as pessoas da igreja acolhendo-as como Jesus acolhia, porque somos uma igreja missionária, ele mandou que fossemos para o mundo inteiro.Enfim temos que atender as pessoas dentro e fora de hora, porque como lemos em relatos bíblicos quantas vezes não estamos acolhendo anjos?”
Termina agradecendo o trabalho do pessoal da liturgia e convida o padre Canoas para receber a vela das mãos do padre Pedro já que a próxima visita será na igreja Nossa Senhora de Lurdes. E tudo terminou com uma confraternização simpática.

 


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